Eu precisava escrever como acordei hoje, tão lindo e tão gelado como uma manha de primavera que traz o frio do inverno em seus lábios é como se eu sentisse toda a felicidade do mundo e ao mesmo tempo toda a tristeza que o mundo derrama sobre alguns. Isso me pesa, me dói e por vezes me pergunto quanto medo eu ainda terei que sentir até alcançar novamente o equilíbrio e a precisão que eu preciso.
Tomei chá de camomila tentando matar do corpo o que pesa na mente, mais percebi que esse mau não se mata com uma arma, muito menos com um chá...
Quando o amor termina deixa lembranças difíceis de gerir.
A necessidade que eu tinha de sonhar, mudar de escrever... Nessa manhã parece ter desaparecido.
O tempo que antes fugia da minha dor como o diabo da cruz hoje acordou forte, determinado, feroz e então ele parou na minha frente e me encara como um leão selvagem sem chances de me deixar passar.
Assim como nos filmes na vida real também recebemos sinais, entendo que essa manhã veio com algum objetivo que não foi o de meramente abater-me. Meu corpo, minha mente, alguém está querendo me avisar algo.
Preciso da paz de espírito necessária para ouvir a voz do universo.
Universo que hoje me fez doer, mais também me fez sentir vivo, lembrado, existente.
Sidney







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